Postado em 10 julho 2017

Avançando um pouco mais em nossos estudos sobre construção de marca, chegamos à etapa que fala sobre cores, grafismos e iconografia, elementos extremamente importantes, pois além de ajudar a contextualizar a criação, são essenciais para sua identificação.
Um exemplo disso é um estudo feito na Inglaterra, que demonstrou que a cor pode ser responsável por 60% da aceitação ou rejeição de um produto, e que 80% das pessoas acreditam que as cores aumentam o reconhecimento de uma marca. Como o que as empresas buscam é justamente uma identificação com o público, qualquer ferramenta que facilitar este processo será bem-vinda.

Paleta de cores
Dos tons pastéis aos mais intensos, brilhantes ou opacos, as possibilidades de cores para uma marca são inúmeras. Além disso, elas carregam um significado, então devem ser selecionadas com muito cuidado. Este grande universo de cores pode ser separado em duas classificações básicas:

1. Cores CMYK:
CMYK (sigla formada pelas palavras Cyan, Magenta, Yellow e blacK – em português, ciano, magenta, amarelo e preto) é um sistema de cores pigmento muito utilizado na indústria gráfica. No nosso dia a dia, ele representa o que vemos em materiais impressos e produtos em geral.

2. Cores RGB:
Cores RGB (Red, Blue e Green – em português, vermelho, azul e verde) são as chamadas cores luz. Ou seja, são as que vemos na tela da televisão, nos computadores, celulares e dispositivos eletrônicos em geral.
A importância de conhecer a diferença entre cores pigmento e luz é saber qual o tipo mais adequado para uma marca, dependendo de como ele será usado. O espectro de cores no sistema RGB é muito maior do que no CMYK, por exemplo, e possui cores muito mais vibrantes. São várias opções e elas podem determinar a comunicação visual da empresa, então é importante escolher bem.

Além desses aspectos técnicos, existe algo muito mais pertinente ao cliente e ao público-alvo: a semiótica da cor. Seu significado e o das suas combinações é o que mais deve interferir na escolha da paleta que irá compor uma marca, pois é isso que vai definir a mensagem que é passada. De forma simplificada, podemos associar as cores aos seguintes significados:

VERMELHO: ação, calor, dinamismo, paixão, agressividade, energia, perigo LARANJA: inovação, modernidade, juventude, diversão, visibilidade AMARELO: alegria, jovialidade, positividade, luminosidade, calor AZUL: tranquilidade, segurança, confiabilidade, profissionalismo, integridade, infinitude VERDE: preocupação ambiental, natureza, ética, crescimento, serenidade, frescor ROSA: vulnerabilidade, inocência, provocação, delicadeza, romantismo ROXO: luxo, realeza, sabedoria, dignidade, mistério, espiritualidade MARROM: rural, natural, rústico, ligado à terra, simplicidade BRANCO: limpeza, pureza, sensibilidade, inocência, suavidade, nobreza PRETO: elegância, luxo, tradição, poder, prestígio, sofisticação, atemporalidade

As cores também possuem diferentes graus de aceitação por cada tipo de público, e seus significados podem variar dependendo da saturação e vibratilidade. Tons pastéis, por exemplo, podem parecer mais clean ou infantis, enquanto tons vibrantes são jovens e dinâmicos, e tons mais intensos são maduros e elegantes. A metodologia de escolha das cores varia conforme o objetivo da marca.

Grafismos
Os grafismos servem para reforçar visualmente o conteúdo da marca. Eles podem ser formados por ilustrações, patterns, texturas e colagens, dependendo das necessidades de aplicação. Estes elementos costumam aparecer em segundo plano, mas tem muito poder visual, tanto para causar encantamento quanto para contextualizar a marca ou produto.
Um exemplo de grafismos são o pattern e a ilustração que a Aliens desenvolveu para a Dona Hilda. Veja como ficou:
Grafismos

Iconografia
Os ícones dão suporte gráfico para a comunicação da marca, reforçando visualmente as informações no material em que serão aplicadas, além de oferecer uma leitura mais rápida do que está sendo passado. Um bom exemplo são os ícones usado em materiais de sinalização em cidades, metrôs e ambientes internos. Com certeza, para um motorista que está na rua, é muito mais rápido entender que há uma lombada logo à frente quando vê o ícone na placa do que ter que ler a palavra “lombada”.

Um caso de ícones bastante famoso foi os pictogramas criado por Otl Aicher para as Olimpíadas de 1972, que utilizou princípios gráficos que influenciaram e influenciam a criação de materiais de sinalização ao redor do mundo.

Iconografia


São tantas possibilidades e variáveis na hora de compor uma marca, que é possível perceber que não é só de logo o branding se sustenta, mas sim da junção de vários elementos que precisam estar em harmonia entre si e perfeitamente alinhados com o conceito e os objetivos da empresa. Para validar todo o trabalho que foi feito, é preciso aplicar a identidade visual nos materiais da marca, e é isso que você confere no nosso próximo texto.