Postado em 26 janeiro 2018

Este ano chegou mostrando, mais do que nunca, que o público tem, cada vez mais, vez e voz. Não só a publicidade, mas a comunicação como um todo se adapta ao estilo e características de quem consome. O conteúdo rápido, o dinamismo e a praticidade são as características das principais tendências para 2018. Vamos mostrar um breve apanhado em três vertentes: User Experience (UX) e User Interface (UI), design gráfico e mídias digitais.

Para UI, as tendências já adiantadas aqui no blog para 2017 ainda continuam em alta para 2018 como gradientes e cores fortes, fontes grandes e com bastante destaque na composição, micro interações e etc.

Segundo dados divulgados pelo próprio Facebook, a rede social chegou a 2 bilhões de usuários em 2017. Já o Instagram tem 800 milhões de usuários ativos por mês, com 500 milhões acessando o aplicativo todos os dias. Em todas estas plataformas, incluindo o grande crescimento do Youtube, houve um boom de conteúdo audiovisual.

  • Vídeos e Motion Design:

Ano passado, os vídeos corresponderam a 74% do tráfego da internet, sendo 56% curtos com menos de dois minutos, segundo a Rock Content. Vendo este cenário, as grandes redes sociais, como Facebook e Instagram, estão se aprimorando e disponibilizando mais espaços e tempo, respectivamente, para os vídeos. A expectativa é que, em 2021, 80% de todo o consumo seja deste formato, de acordo com pesquisas da Cisco. No Facebook, meio bilhão de pessoas consomem vídeos todo dia.

 

Animações, GIFs, Cinemagraphs e Motion Design também entram com tudo neste novo cenário e são grandes promessas para 2018. Com linguagem mista de imagens estáticas, 3D, sons, texturas, cores e dinamismo, estes quatro formatos vieram para facilitar a maneira como a mensagem é entregue ao usuário final, justamente por valorizar e incentivar o sistema sensorial.

Para 2018, todos os elementos que permitam e promovam a transmissão de conteúdo de forma mais simples e profundas e facilite o real entendimento da mensagem ganharão força total. Só vale cuidar para se destacar em meio a tanta concorrência informação e a saturação.

  • Cards:

Entre as tendências de UX e UI, os cards têm chamado a atenção e tomando conta das interfaces desenvolvidas nos últimos tempos. De acordo com o Google, são lâminas que servem de “entrada” para um conteúdo mais vasto, com fotos, vídeos, textos e outros.

Cards na web e mobile Apps

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estamos familiarizados com o uso deste elemento graças ao Facebook e ao Pinterest que usam como parte indispensável de suas interfaces. E o próprio Google também tem usado em resultados de pesquisas, deixando claro que, em 2018, veremos cada vez mais em sites e aplicativos mobile.

  • Curvas simples e formas geométricas:

Quando o assunto é interfaces de aplicativos mobiles, os designers têm adotado um estilo mais simples e natural, com curvas simples e formas geométricas básicas, possibilitando um destaque maior no conteúdo, nas principais funções e recursos do aplicativo.

Curvas simples e formas geométricas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • Influência dos anos 80-90 e o Neo-Memphis:

Toda geração é influenciada pelos seus contextos e resgata de forma nostálgica a infância, criando novas tendências estéticas e comportamentais. Na geração Y e Z, isso se confirma, pelo uso de características estéticas dos anos 80, porém em um contexto mais tecnológico e inovador. Identidade com formas geométricas e cores néon brilhantes e contrastantes, característica do movimento italiano do grupo Memphis, é retomada.

Em 2018, a grande proposta é criar interações contemporâneas, o Neo-Memphis, em que essa estética se reforce com o auxílio de motion graphics, acrescentados de cores metálicas e formas em 3D, sem medo de ousar e criar novos universos gráficos.

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  • Conteúdo orgânico x patrocinado:

O ano também será marcado pela redução das visualizações do conteúdo orgânico em fanpages. Tanto porque as plataformas precisam monetizar e, para isso, criam maneiras para que você invista nelas. O alcance orgânico é reduzido e os anúncios passam a ser a opção de conseguir mais engajamento. Quanto que as redes priorizam a experiência do usuário, preferindo o conteúdo de um perfil físico próximo, por exemplo. Os algoritmos reconhecem isso e escolhem os conteúdos mais relevantes para seus usuários.

Patrocinados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  • Comunidades:

Os grupos em redes sociais como LinkedIn e Facebook são ferramentas cada vez mais utilizadas pelas empresas como forma de engajar seus seguidores e fortalecer a relação. E, quando são bem gerenciados e relevantes para os usuários, esses grupos podem auxiliar no algoritmo dos perfis das empresas.

O relacionamento entre usuários e marcas tende cada vez mais para a horizontalidade, ou seja, um diálogo entre iguais. Por isso, encontrar formas de inserir os usuários na produção de conteúdo é um dos grandes desafios. Esta interação é saudável até para empresas B2B. Estimular a produção de conteúdos sobre a sua empresa, produtos ou serviços e compartilhar esses posts e materiais, amplifica o alcance da sua marca e a fortalece no mercado.

  • Stories:

O período breve desta modalidade de post, gera um senso de urgência. O usuário consome com maior frequência este conteúdo, justamente para não perdê-lo, já que não terá mais acesso a ele no dia seguinte. Esta estratégia é chamada de fear of missing out, que faz com que as pessoas não queiram perder aquele momento. Por serem muitas vezes feitos de forma rápida, eles mostram a realidade da empresa e estreitam o laço entre marca e público.

Além do senso de urgência, o Instagram permite incluir hashtags, localização e até sites, o que amplia a visualização e redirecionamento. Além de poderem ser descobertas, o que significa que os usuários da rede social podem ver as histórias, mesmo que eles não sejam seus seguidores.

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  • Atualização constante das redes sociais:

2018 promete várias atualizações nas redes sociais. Além disso, a Realidade Aumentada, a Realidade Virtual e os Chatbots já estão entrando nesse meio e, consequentemente, demandando aperfeiçoamentos. Por isso, ficar por dentro das atualizações é a melhor estratégia para se destacar na comunicação on-line.

  • Conteúdo para mobile:

Otimizar conteúdo para o comportamento de voz com Alexa, Siri e outros Agentes Inteligentes (IAs) está em ascensão. Por mais que a adoção não seja rápida, utilizar Inteligência Artificial (AI) é promissor para oferecer mais conteúdos e campanhas contextuais e personalizados.

  • Chatbots:

A interação direta com os robôs automatizados ajuda as marcas a construir uma experiência mais personalizada com base nas necessidades dos clientes. Elas oferecem a possibilidade de um atendimento rápido e humanizado, otimizando o trabalho de profissionais da área. Assim, é mais fácil redirecionar e dar o devido tratamento a cada caso, com respostas mais rápidas e a otimização do tempo destinado ao atendimento.

  • Realidade aumentada:

À medida que as plataformas aprimoram essas tecnologias, as empresas começarão a experimentar novas táticas de marketing – as marcas poderão colocar seus produtos em frente aos clientes, deixando-os experimentar o produto on-line através de uma simulação, por exemplo.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=58&v=r0ViFTEb8aQ

O IKEA Place, da loja de móveis e decoração IKEA, permite que os consumidores visualizem como um determinado móvel ficará em sua casa a partir da câmera do telefone.
  • Generative Design:

Construir para potencializar a criação de produtos, imagens, sons promete ganhar muita força neste ano. São algoritmos que auxiliam na geração de alternativas e prototipação através de parâmetros pré-estabelecidos. Assim, é possível alcançar diferentes níveis de personalização no resultado impresso revolucionando e valorizando as publicações impressas, por exemplo. A ferramenta também permite inúmeras possibilidades no universo on-line.

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Logo mais, aqui no blog da Aliens vamos comentar mais a fundo sobre estas novas tendências e sobre tantas outras. Não perca!