Postado em 03 fevereiro 2017

Na semana passada, nós mostramos a importância e os benefícios do investimento em endomarketing. Neste segundo momento, vamos dar dicas de como aplicá-lo com efetividade. Confira.

1Antes de mais nada, é bom definir uma equipe – ou um pequeno grupo, caso a empresa seja menor – específica para cuidar das campanhas. O endomarketing une recursos humanos e marketing, mas não é recomendável que estas áreas se dividam entre suas funções e as atividades de marketing interno. O trabalho de cada área é intenso e como a ideia é aumentar a produtividade, e não diminuí-la, recomendamos que seja montada uma equipe exclusiva para o projeto, que o acompanhará do começo ao fim.

Definida a equipe, é preciso conhecer seu público; no caso, seus colaboradores! Quantos são? Em que áreas trabalham? Qual a faixa etária média? A maioria é composta por homens ou por mulheres? Qual sua rotina, dentro e fora da empresa? Quais seus interesses e hobbies? Qual o nível de satisfação com a empresa? Este mapeamento deve ser feito com periodicidade, a fim de observar mudanças e conferir possíveis resultados dos planos de endomarketing. Os dados ajudam tanto no planejamento quanto na manutenção das campanhas.2

Nessa mesma pesquisa, é importante descobrir como e quanto seus colaboradores se comunicam. Quais os meios, com que frequência, se é só quando necessário ou se há troca de ideias e experiências. Dependendo do nível de comunicação interna existente, campanhas de endomarketing podem ser mais fáceis de aplicar. Além disso, é interessante descobrir quanto os colaboradores interagem entre si para melhorar o trabalho, o quanto colaboram com os outros. Afinal, esse é um dos objetivos do marketing interno, promover ou melhorar o trabalho em equipe.

3O próximo passo é escolher os objetivos da campanha e definir os resultados desejados: maior integração, mais produtividade, menor turnover, dentre outros. Para verificá-los, é importante planejar indicadores mensuráveis, como aumento na participação em eventos corporativos, entregas com maior qualidade, pessoas mais fiéis à empresa, e outros. Os critérios variam de acordo com o perfil da organização e com os objetivos finais do plano.

Partindo para a etapa de execução, é preciso analisar como será feita sua comunicação. Algo simples como um cartaz já pode ser útil, mas a informação deve alcançar todos os colaboradores. É preciso analisar qual o meio mais efetivo para isso, porque muitas vezes até e-mails deixam a desejar. Há um canal de comunicação interno? Se sim, ele é efetivo? Se não, já pensou em implementar um? Atitudes assim podem garantir que sua campanha seja bem sucedida, pois auxiliam na geração de engajamento na equipe.4

Para lançar a campanha, é recomendado aplicá-la inicialmente em um grupo pequeno, a fim de mensurar os resultados e corrigir erros. Quanto menos pessoas participam do plano, mais fácil é acompanhá-las de perto, de forma que sirvam de exemplo para uma segunda etapa, mais abrangente. Também é interessante começar com ações simples, de conscientização e apresentação das novas atividades da empresa. E é importante apresentar um canal de comunicação para que os colaboradores opinem e se sintam ouvidos, ao terem suas sugestões e/ou reclamações atendidas – é uma prática ruim incentivar a comunicação sem mostrar que ela é efetiva.

5Com o plano em atividade, é preciso acompanhar os resultados, verificando se estão de acordo com os objetivos. Caso não estejam, é possível reajustá-los, afinal uma campanha que trata com pessoas está em constante modificação e adaptação. É importante também discutir o que tem sido feito – seja com gestores ou colaboradores mais engajados – buscando diferentes visões que podem resultar em novas formas de atuação.

Agora que você já tem informação suficiente para iniciar seu plano de endomarketing, é possível adaptá-lo ao que sua empresa precisa. Na próxima semana, falaremos das melhores práticas, dos diferentes meios de implementação e do que deve ser evitado. Não perca.