Postado em 09 maio 2017

A entrada no mercado, o lançamento de um produto novo ou até o redesign de algo existente. São várias motivações que levam alguém a buscar o serviço de um designer para criar sua marca. Mas em todos os casos, o objetivo é o mesmo: adequar-se ao mercado, se destacar, cativar o público alvo.
A identidade visual é o primeiro contato que o público tem com uma empresa ou produto. É por isso que marcas são tão poderosas. Elas podem ser o diferencial entre alguém parar na prateleira de um mercado e dedicar alguns minutos para conhecer o seu produto, ou apenas passar por ele. Sabemos que o que vai fidelizar o consumidor não é o visual, ele é apenas a primeira fase em um processo que envolve qualidade, preço, atendimento e tantas outras coisas. Mas se não conseguirmos cativar a pessoa à primeira vista, como teremos a chance de trabalhar nessa fidelização?
Sabendo da importância da marca, entendemos que o processo de criação não é simples. Ele envolve várias etapas que, se forem seguidas com cuidado, podem garantir um resultado muito positivo. Da pesquisa aos pequenos detalhes, nesta série de textos vamos tratar das etapas do branding.

Estudos Iniciais
Após recebermos o pedido de criação, passamos por um processo de pesquisa, que é a primeira fase do desenvolvimento. Nesta etapa, buscamos responder a três perguntas:

– O que a marca quer transmitir?
Antes de mais nada, é necessário conversar com o cliente para entender os valores, a missão e a visão de sua empresa ou negócio. Com isso, podemos iniciar uma pesquisa de mercado, público, linguagem e concorrência para poder entender que linha a identidade da empresa deve seguir. Caso esses três pilares não estejam bem definidos, é interessante tentar ajudar e incentivar o cliente para defini-los o quanto antes, pois são pontos definitivos na construção da marca. Afinal, se não há objetivos claros sobre o negócio, todo o projeto da identidade pode acabar mal direcionado.
Um exemplo prático: uma marca projetada para o mercado brasileiro pode não funcionar da mesma forma fora do país. Se o cliente tem o objetivo de expandir a nível internacional, a criação pode ser pensada para funcionar bem em diferentes países, evitando a necessidade de futuras adaptações indesejadas.
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– Quem a marca quer atingir?
A marca não é desenhada para a empresa ou negócio, mas sim para seu público alvo. Isso não significa que não seja importante agradar o cliente durante o processo. É importante que ele sinta que a marca transmite suas inspirações e os objetivos em relação ao seu negócio, afinal, é preciso acreditar na marca para querer investir nela. Mas pode não ser muito efetivo fazer algo que agrade o cliente se não estiver alinhado com os gostos e referências do público alvo, que nem sempre são os mesmos. O maior objetivo é incentivar as pessoas a consumirem o produto que a marca está oferecendo, e a chave para isso é entendê-las e projetar para elas.
Para isso, é feita uma longa pesquisa de acordo com algumas diretrizes cedidas pelo cliente – como o público pretendido e o tipo de negócio ou produto oferecido. Com ela, buscamos informações que vão além do trivial de faixa etária, gênero ou classe social. Nosso objetivo é entender o comportamento de consumo, o que influencia o público, o que ele vê, para onde ele olha, o que o atrai, qual sua opinião sobre o mundo e suas marcas. Com informações mais específicas, é possível planejar uma marca mais efetiva que não só fale com os possíveis consumidores, mas que é compreendida, gerando uma identificação.

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– Quem são os concorrentes e como eles se comunicam?
Aqui é importante saber não somente com quem a marca está competindo, mas também o que seus competidores estão fazendo de certo e errado. Afinal, é preciso criar algo que a destaque, sem excluir a possibilidade de usar métodos que já estão funcionando para outros.
A concorrência não deve ser pensada como uma ameaça – ela deve servir de inspiração. Duas empresas nunca serão iguais, então é possível pesquisar e entender como outras marcas agem e se comunicam para ver como o público reage a elas, além de quais atitudes estão alinhadas com o projeto atual. Desta forma, é possível se inspirar, ter ideias diferentes, decidir revolucionar e seguir por um caminho totalmente novo, ou ser mais discreto e seguir o fluxo.
Observar o meio em que a marca vai se inserir é fundamental para um bom planejamento, e deve ser trabalhado juntamente com o resultado das perguntas anteriores.

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Neste primeiro texto da série sobre branding, falamos dos passos iniciais para a criação de uma marca forte e impactante. Acompanhe os textos das próximas semanas, fique ligado.